20 agosto, 2013

Leandro Narloch - O "guia correto" do Idiota burguês neoliberal do Brasil

Leandro Narloch - O "guia correto" do Idiota* burguês neoliberal do Brasil



por Cláudio R. Duarte

                                        "Nunca houve um monumento da cultura que não fosse também um monumento da barbárie. E, assim como a cultura não é isenta de barbárie, não o é, tampouco, o processo de transmissão da cultura. Por isso, na medida do possível, o materialista histórico se desvia dela. Considera sua tarefa escovar a história a contrapelo." (Walter Benjamin,  Sobre o conceito da história, Tese 7, 1940).


A direita liberal -- protofascista desde as suas mais profundas raízes -- vem renascendo com vigor no mundo todo nas últimas décadas, principalmente após a derrocada do socialismo de caserna no Leste e do triunfo da ideologia neoliberal.



Como é de se esperar em tempos sombrios e regressivos como esses, o livro do jornalista Leandro Narloch -- Guia politicamente incorreto da história do Brasil [1] -- tem todos os ingredientes para se tornar, como vem se tornando, um best-seller do marketing reacionário. Com a força de outros “intelectuais” da direita militante (Reinaldo de Azevedo, Augusto Nunes, Marco Antônio Villa, Bolsonaro, Olavo de Carvalho, Diogo Mainardi, Luiz F. Pondé, Eliane Catanhêde), ele vem gerando muitos entusiastas e sequazes, encorajando-os a mostrar a sua careta incivil, apolítica, individualista e concorrencial sem freios.



Nada de novo no front se contarmos o liberalismo como a forma mais natural e mais pura da consciência coisificada do sujeito burguês moderno, aprisionado ao caráter fetichista das relações sociais mercantilizadas. O que é novo no neoliberalismo, talvez, é a sua fé cretina incondicional na selvageria do mercado como a única alternativa de vida possível. É esse o pano de fundo mais ou menos confesso do livro, reduzindo a esquerda à burrice e ao pesadelo totalitário.

 


No livro de Narloch, os homens são e serão o que sempre foram na sociedade burguesa: acumuladores de dinheiro e poder -- tudo sem muita angústia, muito menos drama --, embora sempre com alguns laivos de um tênue espírito de cidadania ou mesmo de nacionalismo, confundido com a admiração pelos feitos da elite nacional. Com o que estamos muito próximos do ideal da nação grandiosa (o gigante verde-amarelo) há muito desbotado pela globalização, e que a introdução da obra prometia engavetar. Apesar do título do livro, afinal, o que pode haver de incorreto em tudo isso? A pretensão de ser politicamente incorreto é puro marketing. O que há é a propaganda ostensiva do conservadorismo e da normalidade capitalista, isto é, a glorificação dos velhos temas da história oficial positivista retomados de maneira polêmica, em chave revisionista, contra a crítica social da esquerda.
**
Assim, o que haveria de incorreto com os bons colonizadores portugueses, que mesmo sendo escravistas nem sempre “levavam a melhor” sobre os seus escravos?!; ou com os valentes bandeirantes paulistas, que, miscigenados e muita vez maltrapilhos, ajudaram a formar a grande terra brasilis e a civilizar os índios (estes sim, derrubadores de floresta); ou ainda com a Inglaterra, a maior interessada no fim do tráfico negreiro por motivos humanitários!? Aliás, ficamos sabendo por meio de Narloch que os portugueses aprenderam e desenvolveram efetivamente o tráfico de escravos com os africanos, além do fato que no longo processo de sua abolição estes lutaram contra o fim da escravidão... O que isso significa em termos de reversão do sentido funesto do escravismo colonial? Em que isso desmentiria a dominação europeia sobre a África? Para o autor isso tudo não vem ao caso, o que importa é trazer dados supostamente novos e desconsiderados pelas correntes críticas das ciências sociais (que na verdade são bem conhecidos, sim, desde pelos menos os anos 1960). E o que haveria de incorreto com o nosso Segundo Reinado, com D. Pedro II e com a elite liberal-conservadora, que evitou "revoluções e reformas radicais", garantiu as "liberdades individuais"(p.274) e a "liberdade gradual dos escravos" (p. 288)?! Sim, por que não, a liberdade de senhores patriarcais, os donos de capital humano, sem vergonha de pertencerem à sua classe... O que pode haver de indigno, enfim, com a "ditabranda" (sic, p. 324), segundo as versões altamente suspeitas da Folha, do Coronel Brilhante Ustra, chefe do Doi-Códi, ou de Marco Antônio Villa (o historiador predileto da Veja), todos citados como fontes fidedignas – um regime militar que torturou “apenas” uns 2 mil bandidos e desocupados, matando só mais uns 380 membros da esquerda “violenta” e “autoritária” de vocação stalinista e polpotiana, uma ditadura que "foi uma das menos atrozes de todo o século 20"(!, p. 324), e que enrijeceu somente após 68, como mera reação à guerrilha revolucionária, enfim, um regime modernizador e portanto progressista, que teria feito aumentar e redistribuir a renda nacional na época do milagre brasileiro!?[2]

Desse modo, muito pouco há de politicamente incorreto em tudo o que essa versão requentada da História Oficial, escrita pelos vencedores de sempre, sempre nos contou. Daí a conclusão do livro há muito deduzida e esperada pelo leitor crítico: "Viva o Brasil capitalista" (p. 336).
O pressuposto cego desse livro que se quer “tão sábio” e “tão esperto” (com algo mesmo da cegueira nietzscheana) é que as relações sociais fundamentais só podem existir de fato como relações entre as coisas no mercado, como troca coisificada entre pessoas privadas, entre mônadas funcionais que despendem e fazem circular trabalho humano homogêneo, igual, abstrato. Assim, tudo e todos praticamente se equivalem somente na medida em que são seres que trabalham, embora uns valham mais e tenham justamente mais liberdade do que outros. A elite conservadora do país seria então exemplar, mesmo sendo o paradigma máximo do privilégio da vida ociosa fundada na dominação de classe e do capital. Por isso, ainda, para o jornalista, o tráfico negreiro parece ser no fundo uma troca justa entre potentados europeus e reinos africanos, que preservavam interesses autônomos iguais – ou pior, é como se a gênese do processo de acumulação capitalista tivesse realmente mais a ver com a vontade de lucro e de luxo dos reis africanos do que com as leis capitalistas da acumulação e as imposições do sistema de plantations, ou seja, é como se a África fosse um parceiro comercial soberano, não submetido à Europa e ao controle do Capital, enfim, como se o trato negreiro não constituísse parte fundamental da lógica alienada da valorização, que no limite inverteu os termos entre produção colonial e o comércio altamente lucrativo de escravos.[3] Tudo se passa como se a colonização não fosse um processo de exploração e pilhagem do Brasil e da África regido por decretos e leis administrativas, aliás, o tempo todo suspensas e sujeitas ao arbítrio e ao capricho dos proprietários, um laboratório do atual estado de exceção normativo do capitalismo mundializado. Como se aqui, então, os índios e os negros transformados em escravos fossem, via de regra, bons "amigos"(sic!) de seus senhores e não tivessem resistido e lutado contra o seu cativeiro, um raciocínio esdrúxulo, na pior tradição freyriana reabilitação da escravidão.
 
Aos trocadores de mercadorias, como mostrou Marx, o valor aparece como uma propriedade natural das coisas (incluindo aí a própria força de trabalho), assim como o mercado aparece como um sistema que serve verdadeiramente aos homens de maneira totalmente justa, conforme o que cada um exige e tem a oferecer ao mercado. O neoliberal radicaliza a crença idiota nessa justiça (supra)terrena, praticamente excluindo o campo dos ideais e a aura burguesa dos direitos e da civilidade, o que Narloch e a mídia em geral entendem pelo que é socialmente justo ou politicamente correto, que nada mais é que um ressentimento dos pobres, que adotam o falso "papel de vítimas ou bons mocinhos"(p.26). Narloch suaviza o terror capitalista, tendendo a tomar a exceção pela regra, o caso contingente e singular pela essência. Se o neoliberalismo é o pensamento e a prática que afirmam secamente a concorrência, reduplicando de modo cínico a ideologia materializada pelas relações sociais naturais do sistema produtor de mercadorias, o jornalista cria uma série de álibis para ele, com vários graus de hipocrisia e cinismo, para justificar uma hegemonia de classe e um novo conformismo histórico.
Não há nada de politicamente errado com o sistema existente. Para o neoliberal não pode haver injustiça no mercado ou nos empreendimentos comerciais em si, que geram a acumulação social de riqueza (-- como capital privado, é verdade). O injusto é sempre um justo resultado das ações livres de cada um: o resultado do empenho diferencial e naturalmente desigual de cada competidor no mercado. Eis o que o converte em um neodarwinista social radical ou potencialmente radical e, assim, em um protofascista. Para tal caráter autoritário, como escreveram os frankfurtianos, “a celebração do poder e a irresistibilidade do mero existir são as condições que levam ao desencanto. A ideologia já não é um envoltório mas a imagem ameaçadora do mundo”, restando então “o pensamento estereotipado, o sadismo encoberto, a adoração da força, o reconhecimento cego de tudo o que é eficaz”.[4] Os portugueses e os bandeirantes foram muito eficazes em sua empresa, mais que os índios nativos, isso é o que importa. Também os índios buscavam vantagens o tempo todo, e “o extermínio e a escravidão indígenas”, segundo o autor, “não seriam possíveis sem o apoio dos próprios índios, de tribos inimigas” (p. 39), com o que praticamente desaparece a sua coisificação e sujeição aos interesses capitalistas dos colonizadores.


Também o golpe militar e até a tortura rotinizada tornam-se mais ou menos justificáveis porque foram eficazes em preservar o mercado e a propriedade privada: “Alguém poderá dizer que a reação dos militares ao terrorismo foi exagerada. (...) Isso pode ser verdade, mas não era seguro pensar assim naquela época. Qualquer notícia de movimentação comunista era um motivo razoável de preocupação” (p. 321). O “trator” da ditadura sai legitimado: “Se o governo e a sociedade brasileira mantiveram o país longe dos comunistas, existe aí um motivo para nos sentirmos aliviados: o país pôde avançar livre dos perigosos profetas da salvação terrena” (p. 336-7). A injustiça social surge apenas quando o Estado ou as estratégias políticas intervêm no mercado ou este último é regulamentado por normas sociais universais – em suma, por algum tipo de relação social totalizante exterior ao mercado, que pode bloquear ou impedir os negócios. A injustiça seria apenas o que interfere na livre iniciativa -- ou antes, no capricho dos proprietários. (E por que não?, aquilo que interfere no capricho dos jornalistas que podem também retrabalhar e remendar à vontade os processos históricos, a fim de criar, como fofocas da vida privada, as suas próprias versões da história).
**
Não é que o livro de Narloch trabalhe com fatos mentirosos ou fantasiosos. Sua interpretação é que é uma lástima. Ocorre que a verdade objetiva e contraditória do processo não conta: o que vale é a narrativa apimentada a partir de fatos isolados, retirados de seu contexto e do sentido geral do processo, que é profundamente negativo. O que merece crédito é a provocação, o dado sensacional e de fácil digestão no mercado, já sem o pau chutado da barraca das estruturas históricas fundamentais. Tudo seria uma questão relativa de ponto de vista -- e já não há qualquer visão de totalidade possível, qualquer distinção entre essência e aparência, regra e exceção, que permita revelar processos sociais contraditórios, que confirmam os fenômenos e as aparências diversas, mas não os toma como a essência ou como capazes de dissolver o sentido mais geral do processo capitalista de acumulação. De resto, o livro é bom em levantar falsas polêmicas como as do jovem Machado de Assis como “censor do Império” (como se este não fosse o maior crítico dos costumes da burguesia nacional e do próprio Império), ou sobre qual era o “verdadeiro” caráter de Zumbi, Euclides da Cunha ou José de Alencar (como se as suas obras se reduzissem à biografia dos autores), qual a validade estética e a quem atribuir as muitas obras de excelência do escultor Aleijadinho (segundo Rodrigo Naves, um dos maiores artistas plásticos brasileiros), ou qual é a “verdadeira origem" do samba e da feijoada (como se eles não tivessem se desenvolvido e proliferado precisamente entre as camadas populares -- e não a partir de ações da elite ou do fascismo de Vargas).

O livro funciona, assim, como guia de mistificação para os típicos leitores há muito cegos da revista Veja. Como sempre, eles estão sedentos pela justiça da troca de equivalentes. À consciência fetichista segue-se o discurso apologético de que tudo se deu no final das contas de maneira racional e progressista desde a colonização -- a não ser por distúrbios da lógica da equivalência, como no caso do Acre, p.ex., que paga muito menos impostos do que recebe de investimentos do governo federal: "Já o Acre, produtor de uma borracha mais cara, nunca mais daria dinheiro" (p.235). E o mesmo para outros Acres vagabundos, parasitas da nação: “Rondônia, Roraima, Amapá, Tocantins, Alagoas...” (p. 239); com o que o velho desejo separatista do Sul e Sudeste ganha novo alento. Aliás, o exemplo citado dos quilômetros de metrô que poderiam ter sido feitos em São Paulo com esse dinheiro hoje vem bem a calhar no livro de Narloch, que não esconde suas preferências tucanas. 


O mesmo para o caso dos guerrilheiros-terroristas contra a Ditadura, que apenas sangram os cofres públicos com indenizações, sendo verdadeiros heróis os militares, que defenderam a nação contra o espectro do comunismo (claro que distorcendo o processo real em curso, meramente reformista, legitimando assim a contrarrevolução preventiva e silenciando toda a conspiração imperialista arquitetada por Washington no caso). Narloch, como os liberais desde Adam Smith, recalca e esquece, assim, que o que se ergue a partir de suas honoráveis relações coisificadas só pode ser um processo social autonomizado, alheio ao controle de todos -- essa a verdadeira ditadura sanguinária, que ganha a vida própria de um deus-fetiche da acumulação – e que foi recuperado e reempossado manu militari através do golpe de 1964. Um processo objetivo que os neoliberais simplesmente idolatram e transfiguram fantasiosamente como a "mão invisível"... não da escravidão e do infortúnio coletivos, mas da justiça e da democracia...
Para o neoliberalismo, tudo isso tem seu ponto de partida nos atos livres do indivíduo burguês. Eis então um modo relativamente simples de equacionar os processos sociais opacos e hipercomplexos: as estruturas são redutíveis a ações individuais, a atos voluntários, a interesses particulares - ou, na versão de Narloch, a feitos individuais bem-sucedidos ou malogrados (a guerra do Paraguai como culpa de um tirano, p. ex., ou as bandeiras como empreendimentos heroicos de gente chã e pedestre -- dois massacres históricos aliás praticamente inexistentes, segundo sua visão “alternativa” dos fatos etc. A estrutura desaparece sob indivíduos e fatos contingentes ou evanescentes. Como dizia Margareth Thatcher, a sociedade é uma ficção, o que existe são indivíduos isolados e suas ações independentes -- que podem ser interpretados ao bel-prazer do historiador.
 
Da mesma maneira, o fracasso é sempre individual, ou seja, é culpa dos próprios indivíduos que não deram duro o bastante para afirmar a sua liberdade -- nunca é o resultado de um mecanismo social cego, alienado, monstruoso, que corre por trás das costas dos envolvidos. O que se afirma é a eternidade do atual curso do mundo, tido como o melhor dos mundos possíveis. O que se afirma é, como viu Chico de Oliveira, uma "subjetividade antipública" e uma ideologia da "impossibilidade do dissenso"[5] -- aqui, sob as vestes esfarrapadas do jovem rebelde que só aparentemente destrói o grande consenso, já que apenas o simula destruindo a objetividade da história e a universalidade da luta pelos direitos sociais. Num outro texto, aliás, após a eleição de Dilma, o autor exala todo o seu preconceito antipobre: "seria ótimo não precisar conviver com os 30% de eleitores que, segundo o Datafolha, não se lembravam, duas semanas depois da eleição, em quem tinham votado para deputado" ("Sim, eu tenho preconceito", Folha de São Paulo, 11/11/2010). Ocorre que também a classe média idolatrada não sabe em quem vota, quando vota na quadrilha campeã em corrupção de FHC, Serra, Alckimin e Aécio, como vem se revelando nos últimos anos.

A hegemonia cultural da esquerda, segundo Roberto Schwarz operante em determinado momento dos anos 60, foi há muito desfeita.[6] O clima difuso do livro é um profundo sentimento reacionário e antipopular. Um sentimento de um povo, que, vitimizado e heroicizado pela historiografia populista ou crítica -- na verdade teria sido um povo reacionário como seu autor: um povo feito de índios exterminadores de índios, de escravos traficantes de escravos, mais tarde malandros da trapaça e do parasitismo social. Um sentimento, em suma, de que esse povo foi via de regra estúpido e patético. E que formaria hoje um exército disfuncional para o sistema -- aqueles 40 milhões, metade da PEA nacional, que o então presidente FHC chamou de “inempregáveis”.


De fato, tão inempregáveis quanto o capital improdutivo, que "vagabundeia" especulativamente de bolsa em bolsa, apartado do mundo, no contexto da crise estrutural do capital -- a verdade "desagradável" maior, que o livro furioso de Narloch desconhece totalmente. A direita, com sua idiotia congênita mais uma vez revelada, louva a si própria como mero Capital personificado, e assim vai consolidando o seu "sonho de um apartheid total"[7].
Notas:



* Do latim idiota, originado do grego antigo ἴδιώτης (idhiótis), "um cidadão privado, individual", derivado de ἴδιος (ídhios) , "privado". Usado depreciativamente na antiga Atenas para se referir a quem se apartasse da vida pública.

[1] NARLOCH, Leandro. Guia politicamente incorreto da história do Brasil. 2.ª ed. revista e ampliada. São Paulo: Leya, 2011. Doravante, cito as páginas no corpo do próprio texto.
[2] Há momentos no livro de franco disparate no uso e na interpretação de números estatísticos. Como no exemplo do milagre brasileiro (p.332-3). Em 1970, os melhores críticos já viam que, apesar dos progressos urbano-industriais qualitativos, o processo autoritário de modernização era desigual e conservador, combinando “altas taxas de incorporação [de trabalho], expulsão e marginalização [social]”, concentrando a renda e “visando implícita ou explicitamente ampliar o mercado das classes médias, intensificar a capitalização e promover uma nova onda de expansão” fundada necessariamente nessa desigualdade (TAVARES, Maria da Conceição. Da substituição de importações ao capitalismo financeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1975, p. 194). Ou ainda, como apontava Paul Singer: “Não há como desconhecer que a política trabalhista posta em prática após 1964 foi um importante fator para que a economia alcançasse elevadas taxas de crescimento de 1968 em diante. Os autores da proeza – os trabalhadores – sofreram sensível piora em suas condições de vida”, vale lembrar, assentadas no “arrocho salarial”, na “intensificação da exploração”, no “avultado número de acidentes de trabalho”, enfim, na “maior subordinação e controle do trabalhador à disciplina da empresa e da polícia”, e que ao longo das décadas levou à superconcentração do capital, à superinflação e ao megaendividamento do país. (Singer, Paul. A crise do ‘milagre’. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976, 77-88). Para Narloch, o milagre brasileiro teria muitos “números saborosos” e seu mérito “não é tanto dos militares e sim dos empresários, dos trabalhadores e da multinacionais” (p. 333). Ou seja, aqui, os trabalhadores são apenas mais um elemento da equação montada por verdadeiros parceiros sociais, postos em igualdade abstrata com o capital e a classe dominante, agentes que teriam sido beneficiados amplamente – sim, pode-se rebater, basicamente a classe média e o empresariado, que constituem hoje o público alvo de seu livro, as classes ainda hoje saudosas do regime que fez crescer os seus privilégios.
[3] Cf. Novais, Fernando. Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial. São Paulo: Hucitec, 1979. Cf. Alencastro, Luiz Felipe. O trato dos viventes. Formação do Brasil no Atlântico Sul – séculos XVI e XVII. São Paulo: Cia. das Letras, 2000.

[4] Adorno, Thedor W. & Horkheimer, Max. “XI-Preconceito” e “XII-Ideologia” in:__. (org.). Temas básicos da Sociologia. São Paulo: Cultrix, 1973, pp. 203 e 176, respectivamente.

[5] OLIVEIRA, Francisco de. Os direitos do antivalor. (A economia política da hegemonia imperfeita). Petrópolis: Vozes, 1998, pp. 220-1.
[6] SCHWARZ, Roberto. "Cultura e política - 1964-1969" (n:__. O pai de família e outros estudos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.
[7] OLIVEIRA, op. cit., p. 203.

50 comentários:

Luís disse...

Grande resenha. Até acho que você dispensou um grande tempo da sua vida preocupando-se em ler e depois escrever sobre um livro que sequer merece leitura - mas que impressiona pela vendagem. É uma pena que o reacionarismo tenha que apelar, cada vez mais, para uma área que pouco sabe e que por muito tempo teve domínio, a história. É horrível pensar que mesmo após tantas transformações, a direita visa manter um espectro de suas falhas desumanas e injustas. Vergonhoso ver uma pessoa colocando que uma rede de alimentação garantiu a paz no mundo. A paz é objeto? Está certo, Narloch, então, também o é. Pena que é um objeto ruim, chinfrim, barato, comercializável por ideias banais de um ódio desmedido e sem vergonha contra a esquerda que tanto lutou para transformar o homem em algo mais humano.
Parabéns pela excelente resenha. Eu tentei ler essa monstruosidade contra a humanidade, não tive coragem de prosseguir. O que você escreveu aqui será tudo que lerei sobre essa falácia - e ainda acho que li demais.

Cláudio R. Duarte disse...

Olá, Luís,

Agradeço o seu comentário e o elogio.

Creio que hoje quase não há mais nada que possamos fazer de melhor se não rebatermos textos e argumentos dessa direita neoliberal. Não há mais nada que fique abaixo da crítica, pois o óbvio ou o bom senso está em extinção.

Anônimo disse...

"A direita liberal -- protofascista desde as suas mais profundas raízes"

Parei por aqui. Liberal com raizes proto-fascistas é um quadrado "proto"-redondo. è muito duplipensar pra uma pessoa só.

"É horrível pensar que mesmo após tantas transformações, a direita visa manter um espectro de suas falhas desumanas e injustas."

É uma piada ver um esquerdista, com 100 milhões de cadaveres na conta das idéias que defende falar em "falhas desumanas e injustas"

"Não há mais nada que fique abaixo da crítica, pois o óbvio ou o bom senso está em extinção."
Isso fica claro no liberal-fascismo do inicio do texto e da falta auto-critica desse luis ai de cima.

Anônimo disse...

Que bom, não leu e não gostou. A Europa liberal e democrática gerou a serpente, pois ela traz em si o ovo protofascista. Hayek e Mises chegaram a defender oditaduras fascistas, como se sabe. Nada que a direita Olaviana queira saber.

Anônimo disse...

Eu fiz algum juizo sobre seus argumentos contra o Narloch? Não né! Então esse "não leu e não gostou" é por sua conta. Eu não li e não tenho nada a falar sobre o resto do texto, logo, não gostei nem desgostei.

O duplipensar do inicio atraiu tanta minha atenção que parei nele e não pude deixar de comentar. Então me explica ai como a liberalismo pode trazer em si o ovo do fascismo, como algo que é contra o inchamento do Estado pode levar "tudo para o estado, nada contra o estado e nada fora do estado". Não vai me dizer que vc pensa igual o Altman que acha que só por que é ditadura é fascista, que esses dois conceitos são sinônimos? E quais foram mesmo as "ditaduras fascistas" apoiadas por Hayek e Mises?

Anônimo disse...

Não preciso explicar nada a um anônimo que se recusa a dialogar. O texto é autoexplicativo. Mas como um direitista vai conseguir ler e contra-argumentar aquilo que é incapaz de ler pacientemente? "duplipensar", que termo ridículo do Orwell para a crítica dialética, que não estava em Stalin, de forma alguma.

Anônimo disse...

Não estou me recusando a dialogar, muito pelo contrario, só não pretendo entrar no mérito das críticos ao Narloch, que alias é uma iniciativa legal, livros merecem críticas e/ou refutações, independente do alinhamento politico ideológico. Pena que esse "tratamento" é negado aos livros do olavo e de outros conservadores, que são convenientemente ignorados no meu acadêmico brasileiro.

Mas, voltando ao dialogo que vc falou que eu não quero ter, fato que não procece. Voltando ao dialogo, gostaria sinceramente de saber qual o seu embasamento teórico para associar o liberalismo de direita ao fascismo. O liberalismo praticado defendido por alguns da direita, ou é o classico, ou em alguns casos, o "neo", o único liberalismo que pode se associar ao fascismo é o liberalismo moderno, também conhecido como liberalismo social, que é de esquerda e que é fortemente atacado pelos críticos da direita.

Anônimo disse...

E outra, o duplipensar não é uma crítica a dialética, é uma critica ao pensamento autocontraditório que defende ao mesmo tempo não uma síntese, mas a simples união de duas idéias opostas, o famoso quadrado redondo dos que tentam fugir da lógica aristotélica (que alguns esquerdistas chamam de lógica burguesa:D)

Anônimo disse...

Errata: onde está escrito "meu acadêmico" leia-se "meio acadêmico".

João disse...

Cláudio, parabéns pelo texto, gostei muito mesmo.
Eu li na Folha de São Paulo há algumas semanas uma reportagem sobre um livro do Leandro Narloch. Se não me engano, era sobre o que completava a triologia, o guia politicamente incorreto da história do mundo, após os guias da história do Brasil e da América Latina. Tinha, inclusive, uma crítica do João Pereira Coutinho a favor do livro.
Achei seus argumentos consistentes e de grande potência crítica. Só não sei como você teve estômago pra ler esse livro do Narloch até o final!
Abraço

Anônimo disse...

O velho mantra da direita: "com 100 milhões de cadaveres..." sempre presente em blogs, redes sociais e conversas caducas de leitores da Veja. A contabilidade não é mesmo o forte dessa escumalha. Do contrário, nessa contagem mórbida veriam que mesmo o exagero das mortes atribuídas ao esquerdismo não seria páreo a tanta morte provocada através dos séculos, cometidas em nome da Igreja, da nobreza, e dos acumuladores gananciosos de poder mercantil. Pra facilitar, considere apenas das navegações espanholas e portugues pra cá, fianciadas pelas sociedades secretas. Some-se a elas a três séculos e meio de escravidão e todo o banhos de sangue das invasões norte-americanas desde a sua independência. Um universo de genocidios

Anônimo disse...

1 - os portugueses já praticavama escravidão desde a época de reconquista. Eles iam escravizando os mouros que perdiam as batalhas. Fora que a escravideão nunca sumiu da Europa ao longo da idade média, apenas conviveu com outras formas de trabalho.

2 - Os militares já tinham planos para endurecer a ditadura mesmo antes de 68. Não foi uam reação coisa nenhuma a guerrilha. Esse Narloch é uam besta.

Anônimo disse...

"Do contrário, nessa contagem mórbida veriam que mesmo o exagero das mortes atribuídas ao esquerdismo não seria páreo a tanta morte provocada através dos séculos,"

Mesmo que não seja páreo em numero de mortes totais ao longo da história, afinal o esquerdismo é muito novo se compararmos a outras visões de mundo, mas que em UM SEC o esquerdismo matou mais que qualquer outro, isso é fato. Em "mortes por sec." a esquerda bateu todos os recordes.

Cláudio R. Duarte disse...

A direita tosca vem sempre com essa história de imputar vítimas sangrentas ao governos de esquerda. Como se todos fossemos bolchevistas, stalinistas maoístas etc. Ridículo, ainda, pois houve muitos governos de esquerda e milhares de movimentos sociais de todos tipos, alinhados obviamente do lado dos trabalhadores, que foram fundamentais para a conquista de direitos e riqueza social produzida pelos trabalhadores, obviamente açambarcados pelo capital e pelo Estado pelos mecanismos cegos da mais valia e dos impostos. ertamente o stalinismo e a esquerda burocrática cometeu crimes, mas que sao hiperdimensionados e jogados no mesmo saco que os do nazismo etc. Nada de estranho para quem leva Narloch ou Olavo a sério, e nao como reacionários perigosos, protofascistas, inclusive um deles paranóico clinico.

Anônimo disse...

"A direita tosca vem sempre com essa história de imputar vítimas sangrentas ao governos de esquerda. Como se todos fossemos bolchevistas, stalinistas maoístas etc."

Podem não vestir a camisa (por enquanto só a do Che:D), mas defendem as mesmas idéias e ainda acusam os criticos de "hiperdimensionar" as merd*s decorrentes dessas idéias.

"Certamente o stalinismo e a esquerda burocrática cometeu crimes, mas que sao hiperdimensionados e jogados no mesmo saco que os do nazismo etc."

Hiperdimensionados? Putz! Mais de 100 milhões de mortes em um seculo é um fato que não precisa ser "hiperdimensionado" para causar espanto, essa é a realidade das idéias esquerdistas levadas a pratica, só isso. E como não jogar o nazismo no mesmo saco? É um regime de esquerda, tal qual o comunismo, leia o programa do partido nazi e veja as caracteriísticas do regime, na há como não ver que essa tentativa de coloca-lo na conta da direita é uma empulhação sem tamanho.

"Nada de estranho para quem leva Narloch ou Olavo a sério, e nao como reacionários perigosos, protofascistas, inclusive um deles paranóico clinico."

Mimimi protofascista mimimi reacionario mimimimi bobo mimimi feio mimimimi (como sempre)

Cláudio R. Duarte disse...

Só os idiotas podem crer numa hecatombe dessas como produto intencional do socialismo real, que de fato foi regressivo e jamais representou o comunismo defendido por críticos da verdadeira esquerda antistalinista, que nunca chegou ao poder estatal, pois seu objetivo nao é estatal. E que odeiam o caso chinês, apontando a semelhança de ambos com a acumulação primitiva do capitalismo. Hobsbawm fala para o caso russo, da paranoia stalinista, de milhões de mortos políticos, mas nao vai colocar vitimas da guerra civil interna ou da fome nesta conta, pois ai teríamos os efeitos do capitalismo como similares equiparáveis, mera propaganda da burrice de cada um, para amedrontar católicos e conservadores e dizer que o melhor entao é não fazer política ou revoltas e revoluções, e nao sair de casa ou da igreja... Que é o caso dos olavianos, empresários neoliberais do sonho americano inexistente.
Números reais ao do stalinismo ou maoísmo há no capitalismo.... num pais como o Congo belga no reino de Leopoldo morreram 10 milhões. Na guerra recente lá, envolvendo os minérios e as multinacionais e os interesses americanos etc. temos mais uns 5 ou 6 milhões. NO Livro negro do capitalismo, computando só guerras, temos 100 milhões.

Em suma ambos sao sistemas sanguinários, incluindo o nazismo como forma variante da modernizacao capitalista. Nao vou defender nenhum sistema. Mas é uma olavice ridícula e analfabeta confundir o nazismo com esquerda ou comunismo. este só existe de fato em movimentos de trabalhadores, nas praticas solidarias e comunitaristas, e é antiestatista, autonomista, democracia proletária e anticapitalista radical, inclusive almejando superar o próprio proletariado. Nada que hitler ou stalin ou pol pot ou Bush ou Reagan ou... Jamais pensaram assim. E chega de olavices ridículas. Vai pra igreja rezar.
"SOBRE O LIVRO NEGRO DO COMUNISMO NA WIKIPEDIA...

Outros pesquisadores criticam as estimativas excessivamente altas e desprovidas de fundamento empírico-documental, e estabeleceram números muito menores por meio de pesquisas em casos específicos. Para a ditadura stalinista, por exemplo, a análise estatística dos arquivos do aparelho repressivo soviético revelam 3 milhões de vítimas letais da repressão, tanto política quanto criminal: 800 mil execuções, 1,7 milhões de mortos dentro das prisões e campos de trabalho, e 350 mil mortos nos conflitos no campo durante a coletivização forçada da agricultura.9 10 Vickery, citado por Chomsky, calcula em 700 mil o número de mortes "acima do normal" durante a ditadura de Pol Pot, estipulando que uma boa porcentagem destas mortes foram provocadas pela fome provocada pela destruição da agricultura por bombardeios norte-americanos.11
Outro professor da Universidade da Califórnia, Mark Tauger, também discorda com a tese do autor de que a morte de um camponês da Ucrânia "vale a morte de uma criança no Gueto de Varsóvia". Não interpreta o Holodomor como uma fome intencional e como genocídio.12 Esta é uma polémica em curso entre os historiadores. Por exemplo, Robert Conquest também vê esta fome, o Holodomor, como intencional."

Cláudio R. Duarte disse...

Nao adianta querer convencer pupilos de paranóicos... The end.

Anônimo disse...

Resumindo: a esquerda nunca é culpada pelas merdas que ela mesmo faz. Essas merd*s são apenas efeitos colaterais, são feitas por espíritos de porco que não entenderam de fato os nobres ideais esquerdistas e sua luta por um mundo melhor.

Só pode ser piada né?

"Não adianta querer convencer pupilos de paranóicos... The end."

Acuse-os do que faz, xingue-os do você é, assim como o titio Lenin ensina em sua cartilha.

Rodrigo disse...

"(...) livros merecem críticas e/ou refutações, independente do alinhamento politico ideológico. Pena que esse "tratamento" é negado aos livros do olavo e de outros conservadores, que são convenientemente ignorados no meu acadêmico brasileiro."

Os livros do Olavão são "convenientemente" ignorados no meio acadêmico, assim como livros de astrologia são "convenientemente" ignorados pelos astrônomos ou o Gênesis é "convenientemente" ignorado pelos biólogos.

A conveniência é que fode com tudo, não?

Anônimo disse...

"Os livros do Olavão são "convenientemente" ignorados no meio acadêmico, assim como livros de astrologia são "convenientemente" ignorados pelos astrônomos ou o Gênesis é "convenientemente" ignorado pelos biólogos."

Veja só, astrônomos já refutaram varias "teorias" astrologicas, por isso esse livros são ignorados no meio. Assim como a gênese biblica foi refutada por biologos, daí a Biblia ser ignorada. E isso não é por uma questão de conveniência e sim de escopo.

Agora, você já viu alguma refutação aos livros do Olavo? Eu nunca vi nenhuma, só mimimi, e olha que para uma figura tão odiada quanto ele é pela inteligentzia, a demonstração através de refutações de sua incompetência filosófica deveria ser obrigatória. Mas não, o que se ouve é só silêncio ou a clássica postura acadêmica quanto a questões que põe em jogo suas próprias idéias: "não li e não gostei".

"A conveniência é que fode com tudo, não?"
Não no caso da "intelegentzia" esquerdista, nesse caso é a doutrinação ideológica
.

Ps.: você nunca se perguntou por que intelectuais esquerdistas se tornam direitistas, mas NUNCA ocorre o contrario(pelo menos entre os mais renomados)? Isso não é no mínimo estranho? Será por causa das tentações do capital? :D

Júnior disse...

Os olavianos são um tipo presunçoso. Alguns são meramente crentes e empresários neoliberais a fim de justificar o seu cinismo e a sua posição de classe dominante, outros são megalomaníacos, tal como o mestre de araque.

Ele e o mestre são tarados pela polêmica, pelo excesso, sempre de olho no vexame suposto de toda a esquerda, que acaba sendo sempre o desfile do vexame e da ignorância deles próprios. Olavo é um filósofo religioso, no sentido batailleano do termo, que conjura o excesso e o esconjura, numa defesa paranoica, mas que faz gozar a si e aos outros nesse ato invocatório do gozo do Outro.

Eles não lêem nunca os textos de Marx, Kurz, Adorno, Marcuse, Benjamin, etc. em suma, a esquerda anti-stalinista - mas é esta esquerda que eles mais temem, pois sabem que não podem com ela, pois perderiam o argumento e a sanidade.

Não é fácil se posicionar à esquerda sem ser confundido com stalinistas, leninistas, petistas, anarquistas toscos etc. Eles não sabem distinguir nada disso.

Pedir para fazerem uma análise imanente, paciente, ponto por ponto da verdadeira crítica de esquerda, é pedir o impossível. O mesmo se repetiu com o texto aqui.

Já quando o Olavo fala as maluquices delirantes sobre a Terra ser o centro do universo ou difunde as tosqueiras de extrema-direita americana (fetos usados na fabricação da pepsi etc.) ou espalha as ridicularias paranoicas sobre o foro de são paulo, eles não o põem em questão, simplesmente absorvem e cagam em cima dos outros essa merda toda.


Agora, eles querem que os levemos a sério. Sobre o que ele escreve, sua dita "filosofia" - título paranoico outorgado apenas por si próprio - ela está simplesmente abaixo de toda a crítica. Basta estudar duas páginas para ver a falta de rigor e conhecimento, a não ser de retórica. Eles respeitam é o seu gesto autoritário, que sempre termina com um palavrão e um xingamento antiesquerdista, num gesto muito parecido com o de Hitler ou líderes autoritários.

E ainda não sabem onde está o seu protofascismo!

São os idiotas de sempre.

Anônimo disse...

Então Junior, me indica só um autorsinho que tenha refutado o Olavo, se não vou achar que você é mais um do coro de gansos do "não li e não gostei". Sei lá, alguma critica não refutada, por exemplo, do Jardim das Aflições, ou quem sabe A Filosofia e seu Inverso. Você conhece algum que não faça parte do coro de gansos do "não li e não gostei"?

E outra, a escola de Frankfurt é um prato cheio para se conhecer as incoerências da esquerda, é na tentativa dessa escola de superar o marxismo que as idiotices marxistas ficam mais evidentes.

Júnior disse...

Olavo em filosofia escreve apenas sobre filósofos numa exegese de segunda ou terceira mão, que não acrescenta nada. Quanto à política, é só psicopatia. Ele confunde os seus fantasmas paranoicos com a realidade objetiva dos fatos o tempo todo. E como todo paranoico, ele projeta no Outro aquilo que ele mesmo produz. O último delírio dele apareceu numa entrevista recente da Folha de SP:

"E como o sr. avalia as recentes manifestações em cidades do Brasil?

Tudo começou como uma tentativa de golpe, planejada pelo Foro de São Paulo [coalizão de partidos de esquerda latino-americanos] e pelo governo federal para fazer um "upgrade" no processo revolucionário nacional, passando da fase de "transição" para a da implantação do socialismo "stricto sensu".

Isso incluía, como foi bem provado, o uso de gente treinada em guerrilha urbana para espalhar a violência e o medo e lançar as culpas na "direita". Aconteceu que os planejadores perderam o controle da coisa quando toda uma massa alheia à esquerda saiu às ruas, e eles decidiram voltar atrás e esperar por uma chance melhor. Isso foi tudo. Não há um só líder da esquerda que não saiba que foi exatamente isso."


Ah tá, quer dizer que o MPL saiu na rua para fazer revolução socialista? E tudo de combinação com o PT e o Foro de São Paulo?

Ridículo é quem leva um sujeito desse a sério. Ridículo é pouco.

Anônimo disse...

"Olavo em filosofia escreve apenas sobre filósofos numa exegese de segunda ou terceira mão"

Cara, se você trocar a palavra "Olavo" por, sei lá, "Aristoteles", "Aviscena", "Nietzsche" ou outro qualquer, não vai fazer diferença nenhuma nas generalizações que escreveu. Você falou, falou e não disse nada, deixando claro que essa é apenas sua opinião sobre um autor que desconhece, mas que finge conhecer, já que o mínimo esperado pra uma crítica qualquer é a colocação de algum argumento pertinente à obra do autor. Outro ponto que ficou claro é que você é só mais um membro do coro de gansos do "não li e não gostei".

Ah tá, quer dizer que o MPL saiu na rua para fazer revolução socialista? E tudo de combinação com o PT e o Foro de São Paulo?
Ridículo é quem leva um sujeito desse a sério. Ridículo é pouco.

Argumento que é bom nada. Mais uma vez só sua opinião automatizada sobre o assunto.

Vou deixar umas dicas do Olavão, procê não ficar só com a Folha como fonte:
http://www.dcomercio.com.br/index.php/opiniao/sub-menu-opiniao/113943

Cláudio R. Duarte disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cláudio R. Duarte disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cláudio R. Duarte disse...

Valeu Júnior, concordo plenamente com tudo o que você disse.

Olavo não tem filosofia nenhuma, apenas faz exegese de segunda e terceira mão. E é só. Os alunos baba-ovo dele, atraídos por seu anticomunismo delirante, não têm nenhum cacife para entender filosofia e crítica da filosofia (que é basicamente toda a virada do pensamento moderno, após Marx, Nietzsche e Freud!), muito menos para criticá-lo e refutá-lo.

Tudo o que ele diz sobre Marx é puro achismo cheio de jargões anticomunistas aprendidas em manuais da CIA e da direita tosca desde o macarthismo, não tem nenhum rigor textual e conceitual. Repito: nenhum rigor, e por isso algumas generalidades se confundem com meia verdades e mentiras deslavadas. Milhares de teses e livros mostraram e continuam a mostrar todo o rigor do marxismo, da dialética materialista e dos paradigmas a ele conectados nas ciências humanas para a revelação das estruturas sociais. Assim, vem à tona a esterilidade dos paradigmas positivistas, liberais, pós-modernos. Dizer que os frankfurtianos não valem nada, putz... quanta inveja e mau-caratismo. Depois somos nós que devemos argumentos! Aliás, o meu texto está cheio de mostras de como o neoliberalismo é a idiotia e o protofascismo personificados.

O que ele fala sobre economia liberal foi uma centena de vezes criticado e muitas vezes refutado pela crítica de esquerda (David Harvey, Leda Paulani, Francisco de Oliveira, Perry Anderson, Kurz, etc.etc.).

Fora as maluquices e invencionices de sempre. Assim, a crise de 2008 foi resultado não do liberalismo brutal do mercado financeiro, tal como preconizado por ele e seus herois, mas um plano conspiratório da esquerda. Tudo o que é ruim é da esquerda. Olavo é um bom paranoico que intui a própria patologia em si mas a projeta nos outros.

Olavo é simplesmente um lixo intelectual. Na entrevista citada pelo Jr. ele preconiza a perseguição e a eliminação de toda a esquerda "gramsciana" (se é que isso existe!), numa estratégia muito além da hegemonia de Gramsci, pois apela simplesmente para a perda de direitos de expressão e pensamento. Ele quer que isso se torne verdade como? Claro que por decreto ditatorial, cassação, violência, e campanhas de lavagem cerebral anticomunista, que só convencem os idiotas liberais fechados em sua seita "sem máscara" e "sem cérebro". Daí o seu apoio convicto e insano do regime militar.

Certo dia ouvi ele fazer a apologia da economia informalizada dos anos 70, como se o trabalhador pobre, subempregado e desempregado tivesse sido redimido por essa precarização do trabalho, sem pagar impostos e contribuições de qualquer tipo. Ou seja, apologia da falta de direitos trabalhistas e da "flexibilidade tropical"! Só barbaridade e má fé, em suma.

Por isso a academia não o leva nem nunca vai levar a sério. E por isos mesmo é apenas conversa para pé de página de blogs como este aqui. A direita ignóbil vai sempre se perguntar por que isso acontece...

Sobre o que você disse, mais uma bobagem sem tamanho: Aristóteles ou Nietzsche são filósofos singulares, que possuem as suas próprias filosofias - concorde-se ou não com elas. Olavo é só um comentadorzinho de terceira categoria, que impressiona os bobocas e pseudo-formados.

Finalmente, o que ele disse na entrevista da Folha é total paranoia sem nenhum fato ou prova possível. E ele diz haver provas! Contra doidos, não há o que contra-argumentar, como disse o Júnior. Está sempre abaixo de toda as críticas. O que resta é remédios antidelirantes. E chega de bater palma pra louco dançar.

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Mateus Brum disse...

Fluxos migratórios. De qual Coréia se fez foge? Quem construiu o muro de Berlim para evitar fugas? De onde pessoas fogem enfrentando tubarões? Podem perder seus tempos argumentando, mas um sistema se mede através de seus resultados na prática. E em todos os casos as pessoas fogem do paraíso socialista para o inferno capitalista mais próximo. Podem checar os dados. O fluxo migratório sempre é fuga do socialismo para o capitalista mais próximo.

Anônimo disse...

Se fosse medir os fluxos do Haiti, El Salvador e México e toda a América Central fugindo do inferno capitalista, ou da África saariana e subsaariana para a Europa daria talvez alguns milhões por ano. Quanto a Cuba, como sempre o mesmo engano empirista captado em casos isolados: se toda a ilha quisesse fugir de lá o sistema já teria caído faz tempo. Não é pela migração que se deve criticar o autoritarismo cubano, mas pela esquerda, como exigência de maior democracia e ampliação de liberdades no regime, que não é essa monstruosidade toda inventada pelos macarthistas mundo afora. Vai ler a sua Veja e ouvir o seu Olavo. Isso não cola aqui.
Lucio

Anônimo disse...

Bom dia a todos.
Não sou partidário/defensor de alguma postura ideológica em particular.
Apenas um cidadão mediano (em sua plena mediocridade) vivendo imerso na cultura capitalista.
Nasci, cresci e provavelmente morrerei sob essa conjuntura.
Partindo dessa premissa, não possuo uma opinião isenta da contaminação do meu meio!
Sendo assim, vamos lá:
Quando comprei os demais livros dessa série gostei muito da leitura e da forma de apresentação dos fatos (verídicos ou não; fundamentados, secundários ou apenas folclóricos... enfim). Livro bom para passar o tempo no aeroporto. Engraçado. Leve e leviano. Tudo o que o mediano precisa.
Certamente comprarei esse novo exemplar.
Mas calma!
Antes de me tornar o alvo de críticas (inclusive sobre meu intelecto limitado) quero expor meu ponto.
Já fui militante. Sem a menor consciência do que era isso. Paixão adolescente.
Vestia camisas vermelhas com a foto do sósia do Seu Madruga. Apoiava certo líder operário. Até usei megafone em cima de caminhão.
“Palavras de ordem” que hoje, relembrando, mais me parecem coisa de líder de torcida. Muito engraçado.
Nos idos de 80, empolgado com a oratória de professores “vermelhos” seguia cegamente.
Propagava ideologias das quais mal conseguia entender as conseqüências caso viessem a ser realmente implantadas.
Grêmio Estudantil... EMC, OSPB. Bons tempos, pelo menos para mim.
Hoje, passado dos 40, tenho uma visão menos polarizada do mundo.
Mas gosto de ver o debate entre os extremistas. É divertido. Relembra minha “paixão adolescente”.
É como se o outro lado sempre fosse ruim. Com o opositor não há inteligência, razão ou decência. Apenas entre os pares está o galardão.
Isso inclui as discussões sobre livro tão trivial
Estou concluindo (processo inacabado) que o ser humano tem uma fúria interna, manifesta solitariamente ou em coletivo, a qual nenhum regime ou ideologia pode controlar. A história apenas revela o id, ego e superego de uma multidão.
As predisposições, os agentes, o meio, a época e o catalisador já formaram a História. As verdades e mentiras devido ao seu peso e tamanho não podem ser escondidas.
Resta a batalha pelo trono de pretexto historiador idôneo.
O tempo acaba por revelar um panorama sempre menos romantizado. Para destros e canhotos.
Marcelo Zanda

Cláudio R. Duarte disse...

Marcelo,

ocorre que este direitismo está fazendo verdadeira lavagem cerebral. Não tem mais nada de passatempo inocente. E estão falsificando a história com fontes comprometidas e visões empiristas e ligadas a aspectos aparentes do processo social. Ou seja, tomando a aparência pela essência.

O historiador materialista tem a obrigação de escovar a história a contrapelo, contra a versão dos vencedores que eles querem transmitir.

Anônimo disse...

Excelente resenha!!!!

Anônimo disse...

"Parei por aqui. Liberal com raizes proto-fascistas é um quadrado "proto"-redondo. è muito duplipensar pra uma pessoa só."

Posso dar a descarga agora? Já ouviu falar de Charles Bedston? Esse liberal passou o rodo na Suécia para garantir cromo e volfrâmio a Hitler durante a campanha de Stalingrado. Mises, o que existe de mais extremado no liberalismo, defendeu o nazismo, sustentando que ele "salvou a civilização Europeia".

E pra estampar na sua cara, o Praviy Sektor, ucraniano, é formado por liberais(esse termo "neoliberal" é coisa do Brasil mesmo) e por neonazistas oriundos do partido Svoboda.

Quem diz que "comunismo é nazismo" merece ir para um hospício. E cá entre nós, você acha mesmo que será levado a sério com essa sua conversa mole de "100 milhões"? Tenta outra! 100 milhões é o que o capitalismo mata no decurso de meses, segundo a ONU.

Anônimo disse...

É por isso que esse lixo de comunismo sempre matou milhões...basta alguém discordar deles que ele ficam doidos. Criticam a opressão capitalista mas assim que assumem o poder impõe a sua ditadura. Se alimentam desse lixo marxista/lenista e esquecem do resto do mundo e acham que eles são os donos da verdade!

Anônimo disse...

Triste começo de resposta: É por isso o que? Você apagou o início do seu texto? A única ditadura que você depreende do texto é a ditadura que Narloch defende, o golpe de 64 no Brasil (seguido por outras em toda a América Latina). Eta livrinho tosco este.

Não gosta de comunismo? Estude a ideia comunista na história. Você será obrigado a desprezar o movimento dos trabalhadores e abandonar todas as conquistas sociais feitos pelos socialistas e comunistas arrancados da elite burguesa no mundo todo.

Humano Apenas disse...

Um dia quem sabe a esquerda mereça meu respeito mas para isso terá que admitir que entre suas fileiras e principalmente entre seus "heróis" existem tantos crápulas, ditadores, corruptos e genocidas quando existem na direita e que a história não é nem pode ser propriedade da esquerda.
Narloch apenas mostra que a esquerda é sim tão ruim quanto a direita e que uma bela oratória não significa boas práticas.
Mas narciso acha feio tudo o que não é espelho...

Anônimo disse...

Direita liberal protofascista? Como alguém liberal, que quer um estado menor, pode ser fascista? Duplipensar por aqui é mato. O cérebro de vocês é corroído pelo comunismo; por que não vão se tratar?

Anônimo disse...

Na cabeça oca de paga pau de liberal, que nunca leu Hayek ou Mises, muito menos Marx, jamais existe uma coisa chamada oposição e inversão dialética do mesmo no seu contrário.

Resta interpretar -- tem de ter olho para as entrelinhas - como é que um liberal como Hayek pode defender um Estado oligárquico e autoritário para coibir movimentos sociais. Os idiotas narlochianos e olavetes não conseguem enxergar o próprio rabo.

Nicolae Sofran disse...

Os primitivos panacas "progressistas" esquerdopatas, se cagando de medo do "fascismo" e só estão vento "fascistas" para todos os lados! Coisa típica de covardes e criminosos comunistas de bundas moles que na Europa do Leste e Rússia em 1989, foram derrubados em Um Dia!

Cristiano sales neves disse...

“ele (Leandro narloch) vem gerando muitos entusiastas e sequazes, encorajando-os a mostrar a sua careta incivil, apolítica, individualista e concorrencial sem freios.”

incivil e apolítica? Apolítica? Você esta bêbado?

“Nada de novo no front se contarmos o liberalismo como a forma mais natural e mais pura da consciência coisificada do sujeito burguês moderno, aprisionado ao caráter fetichista das relações sociais mercantilizadas. O que é novo no neoliberalismo, talvez, é a sua fé cretina incondicional na selvageria do mercado como a única alternativa de vida possível.”

a direita argumenta fatos concretos, utilizam-se de dados, fontes enquanto a esquerda apela para a associação de termos negativos ao alvo, incitando a multidão leiga em seus discursos ferozes e vazios.

o restante do texto é só blá, blá,blá de comunista

Anônimo disse...

A direita é estúpida, não sabe ler absolutamente nada. E sempre é mau caráter, sempre distorcendo o que lê ou sem o mínimo esforço de compreensão do Outro.

A direita no Brasil nasceu liberal escravista, ou pior, conservadora e também escravista. A direita é puro cinismo fingindo-se de santinha, católica, dita "gente de bem" e de bons costumes.

O caráter incivil aparece na cobertura ideológica que ela dá aos golpes militares ou ataques à democracia, que foram muitos momentos no século XX. O caráter apolítico aparece na negação da luta de classes. A direita sempre está do lado das elites, dos ricos, da burguesia, dos latifundiários e do capital estrangeiro, mas finge que não, finge que defende a nação, a união indivisa dos cidadãos.

Narloch é só o idiota que escreveu um livro para idiotas, que pensam que podem distorcer a história a seu bel prazer. Um lixo que vai ser visto no futuro pela massa como uma barbaridade para entreter passageiros de aeroporto ou consumidores pseudo-cultos de shopping center.


CRD

Fabricio Silva disse...

Não sei se vale a pena comentar ainda, mas vá lá. Faço pós-graduação em História na UnB e posso garantir: Historiadores têm mais dúvidas que certezas e qualquer um deles com um mínimo de honestidade não apresenta suas ideias como certezas, mas como interpretações da realidade. Li um pouco do livro do senhor (?)Narloch e ele tenta reconstruir fatos históricos com uma interpretação totalmente distorcida. Cada parágrafo poderia ser iniciado assim: "Os professores, pesquisadores, universidades, etc. dizem isso, mas são todos esquerdistas. O que aconteceu na verdade foi isso que EU digo..." Uma coisa é você argumentar e interpretar. Outra é distorcer com fatos pontuais e estatísticas fajutas.
Sobre o senhor (???) Olavo só digo duas coisas: 1) Não é professor. Professores tem que ter uma certa formação e atender a certos critérios, aqui ou nos EUA. Olavo não atende esses critérios, logo não é professor. 2) Para ser filosofo ou pensador, você não precisa de diploma ou participar do meio acadêmico. Mas é preciso debater suas ideias, criar um pensamento minimamente organizado e, se não criar o próprio sistema filosófico, pelo menos se filiar uma escola de pensamento. Por esses critérios, Olavo de Carvalho é no máximo um polemista com um bom texto, mas de ideias confusas e rasas.
Por fim, os famosos 100 milhões de mortos do comunismo. Já vi essa cifra várias, vezes mas nunca uma distribuição por país, ano, causa mortis, etc. Acho é muito duvidoso esse valor. Muitos regimes de extrema esquerda se tornaram ditaduras muito repressivas, mas até aí podemos citar dúzias de ditaduras de direita e capitalistas... Quantas elas mataram ? Faz diferença se elas matarem 10, 15 ou 20 milhões a menos ? Uma ditadura é corrupta e assassina, não interessa se de esquerda ou direita.

Anônimo disse...

Uma ditadura é corrupta e assassina, não interessa se de esquerda ou direita.

A única frase que concordo plenamente!

Anônimo disse...

legal é está atual Brasileira que estamos passando...! toda a historia tem um lado e quando se mostra um dos lados sempre haverá pessoas incomodadas...!

JHEM PARADOX disse...

No bom e velho português!!! Redundâncias fracas e incoerentes, pensamento de alguns Apedeutas que deseja viver e gozar as custas do estado, sustentado pelo dinheiro do Capitalismo Opressor, termo Duplipensar bem aplicado, Não se varre simplesmente para debaixo do carpete os crimes e as merdas da esquerda que ainda insistem conjecturadamente jogar para o outro espectro. com mais quinze anos de esquerdismo no mundo e seremos subtraído a posição de meros primatas!

Anônimo disse...

mimimi não concorda comigo é fascista!
Como uma pessoa que quer estado mínimo pode ser fascista, que é ditadura do estado máximo???
A esquerda gosta mesmo é de mimimi vitimista, "concorda comigo se não vc é burro e vou mandar v estudar"...kkkkk

Diego Magalhães do Nascimento disse...

Excelente texto!

Cel. Paulo Vaz Lobo C. de Andrade e S. R. de Matos disse...

Ótimo texto.

Rogério Maestri disse...

Olhei o tal de livro na Internet, pois mesmo sendo atualmente vendido a preço de banana não deixaria de comer umas boas bananas caturras para comprar o livro.
O que reparei, e é o mais importante é que o autor simulando uma informalidade não coloca as fontes ao longo do texto, ou seja, o livro é uma verdadeira piada, eu não teria tanto saco para fazer uma revisão como esta.